Categoria: Comportamento do Corredor

  • Por que não Queimar Etapas nos Treinos

    Por que não Queimar Etapas nos Treinos

    A equivalência da famosa “queima de etapas” para treinos e provas é simples:

    É quando se desconsidera um plano de orientação — ou mesmo sem qualquer diretiva — e se assume a execução de tarefas além das possibilidades momentâneas, mirando metas com muito mais ambição do que realidade.

    Pode acreditar: essa tentação existe aos montes, e talvez você já tenha presenciado; talvez já tenha experimentado. E ela acontece em todos os níveis:

    • Amadores iniciantes
    • Intermediários empolgados
    • Atletas experientes
    • Corredores de alta performance

    Os treinos são como ternos, quanto mais na medida, melhor. Tudo bem as medidas são flexíveis, “mas não altere o samba tanto assim”.

    Representação do treino bem ajustado ao atleta.

    Como e Onde Isso Acontece

    No Âmbito dos Treinos

    As principais formas de atropelar o processo de condicionamento estão na manipulação inadequada de volume e intensidade.

    📌 Se você quer aprender como estruturar uma semana equilibrada e evitar exageros de volume e intensidade, assista:
    👉
    Como Montar Uma Semana de Treino Equilibrada (sem treinar demais ou de menos)

    Quer alguns exemplos clássicos?

    • O treino longo com 30% a mais do que o estabelecido porque “o dia estava bom”.
    • A semana com aumento muito acima dos 10% preconizados pela teoria.
    • Tiros que beiram o inexequível.
    • Ritmos sustentados além da zona proposta.

    São exemplos recorrentes de uma “boa” queima de etapa.

    Um Exemplo Clássico da Cópia Sem Critério

    Na década de 80, o notável meio-fundista marroquino Said Aouita, multicampeão entre 3.000m e 5.000m (com desempenho expressivo dos 800m aos 10.000m), tornou-se referência mundial.

    Seu modelo de treino foi replicado por aqui, mas sem:

    • Especificidade
    • Contexto fisiológico
    • Individualização

    Resultado? Um grande fracasso. Uma tentativa simplista de adiantar o processo para atletas experientes, conduzidos por metodologia inadequada que levou a uma queima de etapa por imitação.

    O atleta multi-campeão Said Aouita competindo.

    O notável atleta Said Aouita

    Especialização Precoce e Declínio Prematuro

    Uma década depois, repetia-se o contexto em outro cenário, e eu seguia observando:

    • Atletas formados entrando em declínio precoce
    • Jovens em iniciação esportiva sendo conduzidos a cargas incompatíveis com suas estruturas em formação

    A consequência mais comum? Foi exatamente o que aconteceu – especialização precoce com o desaparecimento de vários jovens talentos do cenário competitivo na fase adulta.

    A maleabilidade dos planos e dos treinos é uma premissa que tem sido utilizada como uma espécie de licença poética a treinadores imediatistas e seus métodos e processos que produzem campeões mirins, às vezes juvenis, mas quase nunca chegam à fase adulta, e quando acontece, são de carreiras meteóricas.

    Quando a Ciência Intervém

    A federação norte-americana de natação, há décadas atrás, minimizou essa condição com protocolos de limites aos treinamentos de seus jovens atletas, o que evidencia a seriedade necessária do trato a uma área tão preciosa à modalidade e aos seus pré-adolescentes e adolescentes, na fase em que fabricam os sonhos de serem um paralelo de Phelps.

    Quando Isso Chega Até Você: O Perigo dos “Copiões” e dos Especializadores Precoces

    Pode parecer que os exemplos anteriores pertencem apenas ao alto rendimento, mas não, eles estão mais próximos do que se imagina. Hoje, no universo da corrida amadora, também existem:

    • Treinadores que replicam planilhas prontas, sem individualização.
    • Métodos importados de atletas profissionais aplicados a iniciantes.
    • Processos acelerados que produzem “evoluções rápidas” — quase sempre seguidas de consequências negativas.

    O treinador “copião” não considera histórico esportivo, idade biológica, base aeróbia construída, resposta individual à carga; ele considera apenas o modelo.

    Já o “especializador precoce” transforma um corredor iniciante em “especialista” em 3 ou 4 meses:

    • Volume elevado cedo demais
    • Intensidade desproporcional
    • Excesso de provas
    • Pouca base estrutural

    O resultado costuma ser previsível: lesões, queda de rendimento, desmotivação e abandono da prática. A queima de etapas não está apenas na decisão individual de correr além do previsto, também pode estar no ambiente que estimula:

    • Comparações constantes
    • Evoluções apressadas
    • Metas incompatíveis com o momento

    Nem todo treino difícil é treino inteligente, nem toda evolução rápida é sustentável, e muitas vezes, a responsabilidade não está apenas no corredor — mas na orientação que ele recebe.

    Distância de Prova: A Queima de Etapa Mais Sedutora

    “Professor, quero correr uma maratona daqui a quatro meses.”
    “Mas você não estará pronto.”
    “Mas vai ser legal.”

    O diálogo acima foi só uma representação de uma prática comum para mostrar uma das maneiras de como as coisas se dão na queima de etapa para escolha de uma distância de prova a se participar, e assim, começa uma das formas mais comuns de queimar etapas. As provas longas exigem:

    • Tempo de preparação
    • Base aeróbia consolidada
    • Participação prévia em distâncias menores
    • Maturidade fisiológica

    A maratona é fascinante, mas tentar corrê-la sem cumprir pré-requisitos é como tentar escalar uma montanha alta e íngreme sem passar pelas fases preparatórias; desafio sem base é imprudência.

    É possível que todos ali diálogo acima tenham ciência da precocidade da ideia pela imaturidade orgânica do corredor, que o tempo é curto, às vezes algumas temporadas antes do ideal; de que vai ser legal até aproximadamente os 30 km, e às vezes bem antes, um pesadelo, que incorre em riscos, e que poderá deixar sequelas.

    Quando a Emoção Engana

    Em 05/06/2023, um jovem de 26 anos faleceu aos 15 km, durante um desafio empresarial de cumprir uma maratona. Ele não estava preparado sequer para 5 km e a sucessão de imperícias culminou em tragédia.

    Mais uma prova de que a emoção é um estímulo enganoso e a fisiologia não negocia. A combinação de um grande desafio com despreparo, afasta ainda mais a pessoa do risco zero em atividades como o mergulho em apneia, na alta montanha; e também na corrida, embora não pareça.

    As distâncias mais longas de provas são bem exigentes quanto ao caráter e tempo de preparação, e a participação consistente em provas mais curtas é um dos importantes pré-requisitos. Sim, a maratona é uma prova fascinante quanto ao topo dos autodesafios e desafios, mas, um desafio assim sem cumprir pré-requisitos, é tentar atingir o topo do Monte Everest sem as oito semanas preparatórias. 

    Volta aos Treinos Pós-Lesão

    Quando “parece estar tudo bem” é justamente o momento de maior vigilância; queimar etapas na volta pós-lesão é uma das formas mais comuns de reincidência. Recidivas são, em grande parte, consequência de:

    • Dimensionamento inadequado de cargas
    • Tempo insuficiente de cicatrização
    • Fortalecimento incompleto da região afetada
    Atleta corredor em tratamento fisioterápico.

    Experiência Pessoal e Base Sólida

    Me lembro que, ainda atleta em formação, meu primeiro treinador e grande incentivador dizia:- “temos que colocar muitos quilômetros nas suas pernas”. Ele estava dizendo sobre as bases para uma carreira sólida sem atropelos.

    Lembro também, já atleta formado, que meu último treinador foi impecável com as cargas de treinos, sempre muito preciso. Por sorte, aprendi observando o respeito ao processo, que carreira sólida não nasce da pressa, nasce da progressão.

    Por Que os Corredores Queimam Etapas?

    Perfil e Falsa Sensação de Segurança

    1. O amador muitas vezes não sabe que está queimando etapas.
    2. Sabe, mas comete pela ansiedade por resultados rápidos.
    3. Está sob orientação sem fundamentos científicos sólidos.
    4. Acredita que a pior consequência será apenas uma fadiga passageira.

    Essa falsa sensação de segurança é perigosa porque o ambiente parece controlado, mas os “russos da fisiologia” não foram consultados. A queima de etapas nasce de três fontes:

    • Impaciência
    • Emoção
    • Desconhecimento

    Mas o treinamento esportivo é regido por:

    • Progressão
    • Adaptação
    • Tempo
    • Respeito biológico

    Não existe atalho fisiológico, o corpo não evolui na velocidade da vontade e toda tentativa de acelerar o processo cobra juros — às vezes pequenos, às vezes irreversíveis.
    Treinar é construir; queimar etapas é apostar contra o próprio tempo.

    📌 Antes de tentar acelerar seus resultados, veja este vídeo:
    👉 Por Que Não Queimar Etapas

  • Correr Movido Pelo Estado de Espírito: Liberdade ou Ilusão?

    Correr Movido Pelo Estado de Espírito: Liberdade ou Ilusão?

    Há muito tempo circula a ideia de que correr deve ser algo guiado pelo estado de espírito — aquele impulso momentâneo que diz: “Hoje eu estou com vontade”.

    Mas estado de espírito, por definição, é temperamento passageiro. E o que é passageiro dificilmente sustenta evolução consistente.

    Correr Quando der na Telha ou Treinar Sistematicamente?

    É difícil dizer o que veio antes: correr quando “bater a vontade” ou treinar com método. Ambas as formas podem funcionar — especialmente quando o objetivo é apenas se movimentar.

    Mas à medida que a ciência do treinamento esportivo evoluiu, o modelo sistematizado passou a se sobressair, não por rigidez, mas por coerência fisiológica.

    “Quando tiver vontade, coloque o tênis e corra como e o quanto estiver disposto.”

    Representação da dúvida entre correr amparado pela ciência ou pelo estado de espírito.

    Esse argumento considera fatores emocionais legítimos e eles são importantes, porém, quando falamos de:

    • performance
    • metas progressivas
    • minimização de lesões
    • otimização de tempo

    Vontade deixa de ser critério suficiente.

    Saúde, Performance e o Limite do Empirismo

    Para quem corre exclusivamente pela saúde, o modelo empírico pode funcionar — desde que haja alguma regularidade. Mas mesmo nesse cenário, existe um risco silencioso: a tendência a permanecer na zona de conforto fisiológica.

    Sem planejamento, o corredor costuma:

    • Repetir sempre o mesmo ritmo
    • Manter o mesmo volume
    • Evitar desconfortos adaptativos

    Resultado? Pode não atingir sequer o mínimo estímulo necessário para prevenir doenças hipocinéticas, e, no extremo oposto, estão os vigoréxicos, que fazem do impulso uma escalada desordenada de cargas.

    A falta de método produz dois extremos:

    • Subestimulação crônica
    • Sobrecarga irresponsável

    A Ciência não Anula a Motivação. Ela a Organiza

    Ouvi recentemente que até mesmo um médico maratonista defender o viés da corrida pelo acaso motivacional.

    Mas é curioso, já que, na prática clínica, decisões não são tomadas pelo “estado de espírito”; são baseadas em evidência, protocolo e raciocínio científico.

    Por que, então, seria diferente no treinamento? A corrida — seja de resistência ou velocidade — está profundamente calcada na:

    • fisiologia do exercício
    • periodização
    • dinâmica das cargas
    • princípio da individualidade biológica
    Representação de um corredor treinando baseado na ciência do esporte.

    Ignorar isso é reduzir um fenômeno complexo a um impulso momentâneo. Ainda assim, é importante dizer – quase sempre é melhor correr por vontade do que não correr, mas correr apenas por vontade limita o que poderia ser construído com método.

    Disciplina: A Ponte Entre Quem Você é e Quem Quer Ser

    Disciplina não é rigidez. É alinhamento entre:

    • Objetivo
    • Método
    • Execução

    Ela permite que você treine mesmo quando o estado de espírito não coopera, e curiosamente, o efeito é inverso do que muitos pensam: A corrida pode não depender do estado de espírito, mas o estado de espírito frequentemente melhora por causa da corrida.

    Aqui está o ponto central: Você não precisa estar motivado para treinar; precisa treinar para manter a motivação viva.

    Para Quem o Modelo da Vontade Funciona?

    Funciona para:

    • O corredor ocasional
    • Quem não tem metas específicas
    • Quem aceita resultados aleatórios

    Mas não funciona para quem:

    • Quer evoluir
    • Quer correr provas específicas
    • Quer evitar lesões
    • Quer otimizar as “poucas” 24 horas do dia

    📌 Se você quiser refletir mais profundamente sobre o que realmente te move a correr, assista:
    👉 Por que Você Realmente Treina?

    Treinar é administrar energia, tempo e estímulo; isso exige método.

    Correr movido pelo estado de espírito é liberdade; treinar com orientação é construção. A liberdade pode iniciar o movimento, mas é a construção que sustenta o progresso.

    Entre a vontade e o método, não existe guerra, existe hierarquia. A vontade pode abrir a porta, mas é a disciplina que mantém você no caminho. E no final, quase nunca nos arrependemos do treino que fizemos.

    Mas frequentemente nos arrependemos daqueles que deixamos para depois — esperando a vontade chegar. Correr melhora o estado de espírito, mas esperar o estado de espírito melhorar para correr é inverter a lógica da adaptação.

  • Estratégias Para Não Desistir de Correr: Como Criar Consistência na Corrida  

    Estratégias Para Não Desistir de Correr: Como Criar Consistência na Corrida  

    Começar a prática da corrida é uma coisa,:- basta uma rápida atenção aos múltiplos benefícios que ela proporciona, um convite na hora certa ou até a curiosidade de saber por que milhões de pessoas participam desse movimento e pronto, a aderência é relativamente fácil.  

    O verdadeiro desafio, porém, não é começar. É não desistir de correr.

    A permanência na prática já é coisa bem diferente…e não por acaso as pesquisas mostram que com menos de 12 meses de participação corresponde o grupo mais numeroso em relação aos corredores com mais tempo na atividade, ou seja, muitos desistirão.

    Ainda que a saúde e a qualidade de vida sejam apontadas como os principais objetivos para os indivíduos praticarem a Corrida, sendo esses aspectos fundamentais e com manutenção sem data de vencimento, muitos sucumbem até o segundo mês de prática.

    Mais de um terço dos indivíduos que iniciam na corrida são motivados pela estética, mais precisamente o emagrecimento, só que esse é dos últimos e mais difíceis fenômenos dentre os vários promovidos por ela, apesar de ser uma das atividades físicas mais eficazes pra esse fim.

    Enquanto se pode facilmente enxergar que, com algumas semanas de treinos não se modificou um só furo no cinto, ainda que se possa sentir alguns dos outros efeitos positivos e bem mais importantes da extensa gama deles e já na segunda semana, isso é insuficiente para manter na atividade o indivíduo imediatista e movido somente pela estética, então ele desiste, porque o que mais interessa na sua concepção demora, e o mais importante é invisível aos olhos.

    Por Que Tantas Pessoas Desistem de Correr?  

    Entender as dificuldades do iniciante e propor estratégias pode ser um bom começo para a persistência

    A adoção de estratégias pode fazer a diferença entre a frustração de mais um desistente e a vitória daquele que soube dar chances a si mesmo, encarando e assumindo o processo de treinar corrida como ele é: relativamente vagaroso e requer disciplina. Aceitar o processo é a primeira grande estratégia.

    Superadas as dificuldades iniciais, o novo corredor perceberá que nem tudo é desconforto, e conhecerá um vício do bem.

    Lembre que a consistência é fundamental. Mesmo ao enfrentar desafios, manter-se resiliente e seguir praticando a corrida pode levar a resultados fortes e memoráveis.

    🟢 Estratégias Para não Desistir da Corrida

    Se você quer criar consistência na corrida e evitar fazer parte das estatísticas de desistência, as estratégias abaixo podem transformar sua relação com o treino.

    1. Obtenha Orientação

    Investir numa orientação qualificada de maneira permanente pode ter um ótimo custo-benefício. O trabalho de um profissional capacitado e experiente aumentará seu compromisso com a atividade, otimizará seu tempo pela eficácia, trará segurança e os resultados esperados no processo de treinos. Cerca de 50% dos corredores brasileiros amadores estão sob orientação, e assim, grande parte desses adeptos da corrida procuram solucionar a questão da performance, sendo que 100% deles ficam mais motivados.

    2. Varie os Treinos

    A variação não só dos locais mas também dos estímulos: treinos curtos, treinos rápidos, treinos longos, treinos intervalados, treinos de força, quebram a monotonia que levam ao desinteresse e à desistência

    3. Arrume Companhia

    Se o seu perfil é de alguém que não admite desenvolver uma atividade assim, sozinho, você pode tentar convencer pessoas próximas a correr contigo, ou se engajar num grupo já existente, pois, ainda que não haja alguém no mesmo nível de condicionamento para correr junto o tempo todo, o fato de ter algumas pessoas com horário e objetivos parecidos facilita bastante.

    4. Estabeleça uma Rotina

    Consistência nasce da agenda. Determine, segundo sua agenda da semana, os dias e horários dos treinos, tentando sempre mantê-los reservados a esse fim, e coloque a sua corrida naordem do dia”, como aquilo que deverá cumprir, diferentemente do “se der eu vou”. Nos dias em que tiver programado correr, será bom pensar nisso como uma tarefa com tanto valor quanto uma das principais refeições, ou quanto o esperado descanso ao final da jornada.

    5. Crie Metas

    Metas são tão importantes que, no alto nível habitam o campo dos sonhos. Você também poderá ter os seus, elegendo várias metas, como garantir o bem estar, melhorar a estética corporal, manter os indicadores da saúde, estabelecer auto desafios, etc…Um pequeno conjunto de metas exequíveis, e seu treinador vai te ajudar muito na escolha delas, certamente te ajudarão na motivação tanto para iniciar quanto de permanecer praticando a corrida.

    Metas são importantes, mas precisam estar alinhadas ao seu momento de vida.
    Correr para emagrecer é diferente de correr para se desafiar.
    Buscar saúde é diferente de buscar performance.

    Quando a meta está desconectada do seu propósito atual, a motivação enfraquece.

    📌 Se você quiser refletir mais profundamente sobre isso, assista:
    👉 Por Que Você Realmente Treina?

    6. Visualize o Sucesso

    Mentalize seus objetivos e visualize-se atingindo-os. A visualização positiva pode fortalecer sua experiência e foco.

    7. Comemore as Conquistas e Resultados

    A prática da corrida é mediante um processo rotineiro de esforço físico e de longa duração, onde os objetivos são escaláveis, às vezes demorados e quase todos difíceis. Quem consegue correr regularmente, já é diferenciado pela disciplina, está mesmo de Parabéns!!…e quem atinge objetivos, pode muito bem comemorá-los à sua maneira. 

    8. Crie Recompensas

    Defina recompensas para alcançar metas específicas; pode ser desde um pequeno mimo após uma semana de treinos bem sucedida, até uma recompensa maior alcançar um marco importante.

    9. Registre os Treinos

    O registro dos treinos e observações a cerca deles é um importante documento no campo da motivação e em outros também. Ali você terá um poderoso histórico de sua evolução, explicações de causa e efeito para quase todas as adversidades ou sucessos no decorrer do processo…um bom diário dos treinos contém tanta informação que equivale a um livro; o seu livro.  

    📌 Quer aprofundar esse ponto?
    Falo detalhadamente sobre como o diário de treino pode elevar seu nível de consciência e evolução no vídeo:
    👉 Diário de Treino: O Upgrade Que Seu Strava Não Vai Te Contar

    10. Compartilhe Alguns Treinos

    Não precisa se tornar “atleta de redes sociais”, ou vai nessa se quiser, mas alguns treinos serão tão desafiadores e te trarão tanta força e satisfação mental que realmente serão dignos de compartilhar uma foto ou um relato dele com quem se importará com isso, então mostre que o fruto do teu esforço te fez bem, com muito orgulho.   

    11. Participe dos Eventos

    Uma das melhores estratégias para manter-se engajado num programa de treinamento de corrida é participando das corridas rústicas. Dessa maneira são criados parâmetros palpáveis de evolução, etapas consecutivas e ininterruptas de preparação, adoção de desafios e auto desafios e o prazer de participar do evento, ou seja, uma ação com vários fatores conspirando a favor da sua permanência na rotina dos treinos.  

    12. Informe-se Sobre a Corrida

    Atualmente temos muitas revistas eletrônicas e portais na internet especializados, com informações sobre muitos assuntos relacionados à corrida (abaixo, deixo alguns deles). A noção básica ainda que sobre poucos assuntos, te colocará em vantagem sobre as escolhas a fazer, para que não perca tempo e dinheiro, e para que obtenha os resultados esperados.

    Informação é uma das ferramentas mais poderosas para quem deseja evoluir. A falta dela — ou a alienação — pode ser justamente o que está travando seu progresso, mesmo quando você treina com dedicação.

    📌 Aprofunde essa reflexão no vídeo:
    👉 Como a Alienação Barra Sua Evolução

    13. O Que Podemos Aprender com a Elite

    Os atletas de elite estão em um nível de performance muito distante do corredor amador. No entanto, guardadas as proporções impostas pela genética e pelo contexto competitivo, os princípios que sustentam o alto rendimento são os mesmos que sustentam a evolução do iniciante.

    Disciplina, consistência, método, paciência e respeito ao processo não são exclusivos de quem corre para medalhas — são fundamentos universais da evolução.

    Conhecer a história de desafios, perseverança e resiliência dos protagonistas do atletismo amplia a compreensão do que realmente constrói performance. Mais do que inspiração, a elite oferece referência técnica e mental.

    📌 Aprofunde essa reflexão no vídeo:
    👉 Atleta de Elite: Por Que Ele é Importante (Também Para o Corredor Amador)

    14. Lide com Obstáculos de Forma Construtiva

    Eventualmente, haverá intercorrências, como a falta de tempo ou lesões; em vez de desistir completamente, ajuste seu plano de treinamento buscando alternativas e aproveitando para aprender com as adversidades.

    🟢 A Corrida Não Testa Suas Pernas. Testa Sua Permanência.

    Desistir raramente é um problema físico. Quase sempre é um desalinhamento entre expectativa e processo.

    Quem permanece não é o mais talentoso — é o que entende que a evolução é silenciosa, gradual e muitas vezes invisível.

    A corrida não entrega resultados imediatos. Ela entrega caráter.

    Ensina disciplina quando ninguém está olhando. Ensina paciência quando o espelho ainda não mudou. Ensina resiliência quando o cansaço aparece.

    Persistir na corrida é, no fundo, um exercício de maturidade. E maturidade não se constrói em dois meses. Constrói-se treino após treino.

    Se você compreender isso, dificilmente fará parte da estatística dos que desistem. Você fará parte dos que permanecem. E permanecer é o que transforma praticantes… em corredores de verdade.

    🔎 Para Aprofundar Sua Evolução

    Se este artigo fez sentido para você, recomendo expandir 04 dos pilares fundamentais da permanência na corrida:

    Afinal, Pra Que Mesmo Você Treina?
    → Entenda como seus motivos evoluem com o tempo e por que correr sem propósito é treinar sem direção. https://youtu.be/_jPf9X4Vh6Q

    📘 Diário de Treino: O Upgrade Que Seu Strava Não Vai Te Contar
    → Transforme registro em ferramenta estratégica de evolução. https://youtu.be/gs4k4S0liQQ

    🧠 Como a Alienação Barra Sua Evolução
    → Entenda como a falta de consciência pode estar limitando seus resultados. https://youtu.be/LcLDqhd2VHY

    🏅 Atleta de Elite: Por Que Ele é Importante (Também Para o Corredor Amador)
    → Descubra por que a elite é referência prática também para você. https://youtu.be/Mxr1SMFC4ZY

    A corrida é simples, mas evoluir nela exige intenção. Escolha ser um corredor consciente… E Bons Treinos!

    📚 Amplie Seu Repertório

    Além deste blog, existem portais especializados que ajudam a acompanhar o cenário da corrida, como:

    Webrun
    Ativo
    Corrida no Ar
    Sua Corrida
    Runner’s World
    Contra Relógio

    Consumir informação de diferentes fontes amplia sua visão — mas lembre-se: informação só gera evolução quando aplicada com consciência.

    Fonte:
    João Gabriel Milano Peixoto Queiroz e outros
    http://www.efdeportes.com/efd188/perfil-dos-praticantes-de-corrida-de-rua.htm