Categoria: Performance e Progresso

  • Clube da Corrida Bertolino: 20 Anos Formando Corredores com Consciência

    Clube da Corrida Bertolino: 20 Anos Formando Corredores com Consciência

    Em um cenário onde a corrida de rua cresce a cada ano e atrai milhares de praticantes, é fácil esquecer que nem sempre foi assim.

    Hoje existe informação em abundância, aplicativos, relógios sofisticados, planilhas automatizadas e conteúdos para todos os níveis. Mas nem sempre houve clareza. Nem sempre houve método. E, principalmente, nem sempre houve orientação.

    Foi nesse contexto — muito diferente do atual — que nasceu o Clube da Corrida Bertolino.

    O Início: Quando Correr ainda era Intuição

    O Clube da Corrida Bertolino surgiu formalmente em Londrina, em abril de 2006.

    Localmente e naquele momento, a corrida de rua ainda estava longe do nível de organização e acesso à informação que vemos hoje. Os corredores treinavam por conta própria, baseados em tentativas, sensações ou orientações genéricas.

    Era comum ver:

    Foi nesse ambiente que surgiu a proposta do Clube:

    Organizar o treino de corrida com método, lógica e individualização

    Desde o início, o trabalho já combinava duas frentes que, para a época, eram inovadoras:

    • acompanhamento presencial com planilhas
    • orientação à distância com planilhas individualizadas

    A orientação à distância é um modelo que, ainda hoje, gera dúvidas, e que já expliquei com mais profundidade em um conteúdo específico sobre como e quando esse tipo de treino realmente funciona.

    👉 O Treino a Distância: Como e Quando Funciona?

    Tudo isso com um olhar voltado não apenas para performance, mas também para a saúde e a continuidade do corredor na prática.

    O Problema que Precisava ser Resolvido

    Mais do que oferecer treinos, o Clube nasceu para resolver um problema claro:

    Corredores sem direção

    Correr sem entender o porquê — e esse é um dos erros mais comuns entre corredores, tanto que já aprofundei esse ponto num vídeo do nosso canal do YouTube sobre propósito no treino.

    🎥 Quando o Propósito Supera o Objetivo | O Sentido do Seu Treino

    Na prática, isso se traduzia em erros comuns: fazer sempre o mesmo tipo de treino, correr sem entender o porquê, aumentar carga de forma desorganizada e buscar resultado sem base.

    Esse modelo, embora comum, levava a consequências previsíveis:

    • lesões
    • estagnação
    • frustração
    • abandono da corrida

    A proposta do Clube da Corrida Bertolino foi, desde o início, ir na contramão disso.

    👉 menos improviso, mais consciência
    👉 menos volume aleatório, mais progressão

    A Construção: Muito Além de Planilhas

    Com o passar dos anos o Clube evoluiu, mas essa evolução nunca foi apenas estética ou estrutural; ela foi, principalmente, conceitual.

    Sim, houve mudanças visíveis:

    • evolução da logomarca
    • aprimoramento do modelo de atendimento
    • adaptação às novas demandas dos corredores

    Mas o que realmente se consolidou foi uma forma de trabalhar. As planilhas deixaram de ser apenas uma sequência de treinos e passaram a representar um processo estruturado de desenvolvimento — e, na prática, isso passa muito por saber organizar bem a semana de treinos, algo que já detalhei em outro artigo aqui no Blog.

    📝Como Montar uma Semana de Treinos Equilibrada na Corrida

    Cada corredor passou a ser visto como um sistema único, com:

    • rotina própria
    • histórico diferente
    • respostas individuais ao treino

    Isso exigiu algo que nem sempre é simples: observar, ajustar, aprender e evoluir constantemente.

    A Evolução do Treinador

    Nenhum método se sustenta sem experiência real. Ao longo desses 20 anos, a construção do Clube esteve diretamente ligada à trajetória do treinador, que traz uma base multilateral de vivências dentro do esporte.

    Essa base inclui:

    • experiência como atleta de alto rendimento
    • convivência em ambientes competitivos
    • anos de prática como treinador
    • contato direto com diferentes perfis de corredores e treinadores

    Essa combinação permitiu algo raro – unir teoria e prática de forma consistente, e mais do que aplicar conceitos prontos, o trabalho sempre foi guiado por observação direta: o que funciona, o que não funciona, o que precisa ser ajustado para cada indivíduo.

    E, principalmente, como fazer o corredor evoluir sem se perder no processo.

    O Nascimento de um Método

    Com o tempo, essa experiência deixou de ser apenas prática acumulada e passou a se organizar em forma de método.

    Assim nasceu o conceito de:

    CORRIDA COM LONGEVIDADE

    Um modelo de treinamento que vai além da busca por performance imediata e se baseia em cinco fundamentos principais:

    🔹1. Individualização Profunda
    Cada organismo responde de forma única

    🔹 2. Gestão Inteligente da Carga
    Treinar no limite fisiológico, não no limite do ego

    🔹 3. Progressão Estruturada
    Evoluir de forma consistente, sem picos emocionais

    🔹 4. Corpo como Sistema de Feedback
    Dor é dado. Fadiga é informação

    🔹 5. Disciplina Sustentável
    Motivação oscila. Comportamento permanece

    Esse método nasce da prática, mas se consolida na consistência.

    Resultados que não Aparecem só no Relógio

    Ao longo de duas décadas, muitos corredores passaram pelo Clube da Corrida Bertolino, e, embora performances façam parte do processo, eles nunca foram o único indicador de evolução.

    Nossas marcas mais relevantes muitas vezes são menos visíveis: corredores que permanecem ativos por anos, baixos índices de lesões, maior consciência sobre o próprio treino, capacidade de ajustar expectativas e objetivos.

    E, principalmente, a continuidade, porque correr bem não é apenas correr rápido, mas conseguir continuar correndo.

    A Expansão: do Treino ao Conteúdo

    Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade: levar conhecimento para além do treino direto.

    Assim começou a produção de conteúdo com um canal no YouTube, artigos no Blog e materiais educativos, onde o objetivo não é apenas ensinar o que fazer, mas ajudar o corredor a entender o que está fazendo.

    Essa mudança é fundamental, porque o corredor que entende treina melhor, erra menos, evolui com mais consistência, e, sobretudo, se torna menos dependente e mais consciente.

    O Clube Hoje

    Hoje, o Clube da Corrida Bertolino não é apenas uma assessoria de corrida, é um espaço de desenvolvimento, um ambiente onde o corredor encontra orientação técnica, estrutura de treino e clareza de processo; mas, acima de tudo, consciência.

    O trabalho não é voltado apenas para quem busca performance. É voltado para quem quer:

    • evoluir de forma consistente
    • evitar erros comuns
    • construir uma relação duradoura com a corrida

    O Futuro: Mais do que Treinar, Formar

    Se os primeiros 20 anos foram de construção, os próximos apontam para expansão; não apenas em escala, mas em impacto.

    Os próximos passos passam por:

    • fortalecimento do ambiente digital
    • ampliação da produção de conteúdo
    • desenvolvimento de produtos acessíveis
    • construção de comunidade

    A ideia é clara: atingir mais corredores — sem perder profundidade. E manter o que sempre esteve na base: formar corredores que entendem o que fazem.

    20 Anos Depois…

    Vinte anos podem parecer apenas um número, mas, na prática, representam algo maior:

    • anos de observação
    • ajustes constantes
    • erros e aprendizados
    • evolução contínua

    O Clube da Corrida Bertolino não foi construído em cima de promessas rápidas, foi construído em cima de consistência, e talvez esse seja o maior reflexo do próprio esporte.

    Porque, assim como na corrida, não é o esforço de um dia que define o resultado; é o que você sustenta ao longo do tempo.

    Mais do que correr melhor, continuar correndo

    Ao longo desses 20 anos, um princípio manteve-se claro:

    👉 o objetivo não é apenas formar corredores mais rápidos
    👉 é formar corredores que permanecem correndo

    Com consciência.
    Com consistência.
    E com propósito.

  • 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025 — História, Resultados e Participação do Clube da Corrida

    100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025 — História, Resultados e Participação do Clube da Corrida

    A Corrida Internacional de São Silvestre chegou à sua 100ª edição em 31 de dezembro de 2025, consolidando-se como uma das provas de rua mais icônicas e históricas do planeta.
    Realizada nas ruas de São Paulo (SP), a prova de 15 km reuniu um contingente recorde de corredores, experiência esportiva e performance internacional, além de marcar um momento especial para o nosso Clube da Corrida, com a participação da Lígia, Rafael e Regina em uma edição histórica.

    Tradição e Contexto Histórico

    A São Silvestre completou 100 anos em 2025 — uma marca inédita no calendário do atletismo brasileiro.
    Desde sua primeira edição, em 1925, a prova cresceu em prestígio e tradição, tornando-se um símbolo do encerramento do ano esportivo no país.

    Essa edição centenária contou com cerca de 55 mil inscritos, o maior número da história da prova, reunindo atletas de 44 países diferentes.

    Resultados Oficiais da 100ª São Silvestre

    Nesta edição histórica, o alto nível competitivo foi novamente evidenciado com fortes performances internacionais.

    Pódio Masculino

    1. Muse Gizachew (Etiópia) – 44 min 28 s
    2. Jonathan Kipkoech (Quênia) – 44 min 32 s
    3. Fábio Jesus (Brasil) – 45 min 06 s

    Pódio Feminino

    1. Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia) – 51 min 09 s
    2. Cynthia Chemweno (Quênia) – 52 min 31 s
    3. Nubia de Oliveira (Brasil) – 52 min 42 s

    Destaques e Curiosidades da Edição

    Recorde de Público e Diversidade

    A centésima São Silvestre foi marcada por números impressionantes:

    • 55 mil inscritos – maior marca da história da prova.
    • Representatividade de mais de 40 países.
    • Crescimento significativo da participação feminina e de corredores de diferentes níveis.

    Essa edição reforçou não apenas o prestígio competitivo, mas também o caráter cultural e esportivo da corrida massificada no Brasil.

    A Participação do Clube da Corrida Bertolino

    Nesta edição histórica, o Clube da Corrida marcou presença com a Lígia, Regina e Rafael, que enfrentaram os 15 km da prova mais tradicional do país com aquela determinação de sempre.
    Participar de uma São Silvestre é sempre um marco no calendário de qualquer corredor — e fazê-lo em uma edição centenária adiciona ainda mais significado a esse desafio.

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    A 100ª Corrida Internacional de São Silvestre entrou para a história não apenas pelo seu marco centenário, mas pela celebração da cultura da corrida de rua no Brasil e no mundo.
    A participação do Clube da Corrida nessa edição é motivo de orgulho e inspiração para todos os corredores que seguem em busca de evolução, superação e consistência.

  • Estratégia de Prova na Corrida   

    Estratégia de Prova na Corrida   

    Você pode ter a melhor planilha do mundo; pode ter cumprido os treinos por meses, e mesmo assim, na prova tão esperada, competir muito aquém do que podia, ou ate mesmo quebrar.

    Se isso já aconteceu com você, seguramente o problema não estava no treino. Estava na estratégia — e principalmente, na maturidade para executá-la.

    Dominar os treinos é importante, mas transformar preparo em boa competição exige outras competências, e aqui, vou te mostrar quais são e como transformá-las em suas maiores aliadas para que possa correr sempre bem nas provas.

    Isso não é sobre vencer os outros, porque no final da prova, sempre será você com você mesmo.

    👉 Se preferir, em vez de ler, assista ao vídeo:
    📺 Por que Você Quebra na Prova? A Estratégia que está Faltando    

    Domínio Antecipado de Prova

    O que vou te ensinar aqui, chamo de domínio antecipado da prova; a capacidade de chegar na largada já sabendo como você vai se comportar.

    Isso reduz drasticamente a ansiedade pré-prova, quando você não está reagindo ao que acontece — você já decidiu como agir antes mesmo do tiro de largada.

    O domínio antecipado:

    • Elimina improvisos desnecessários
    • Evita o erro emocional dos primeiros quilômetros
    • Cria uma sensação de controle interno mesmo em ambiente caótico

    Com ele, você não depende do ritmo dos outros, ou da euforia do momento; você corre com um plano internalizado e não com impulsos.  

    Pré-requisito 1 – Saber Onde Você Está

    Primeiro pré-requisito: a sua Capacidade Real. Saber exatamente em que ponto você está; se vai correr 10 km, precisa saber: hoje eu sou um corredor de 60 minutos? 55? 50? Estratégia começa com honestidade sobre sua capacidade atual.

    Um treinador experiente consegue estimar isso com facilidade, e quem treina sozinho precisa desenvolver autoconhecimento, o que não é tão difícil assim, não é mesmo?

    Pré-requisito 2 – Maturidade Emocional

    Segundo pré-requisito: Maturidade Emocional. Sem ela, qualquer estratégia morre nos primeiros quilômetros, porque desse jeito a prova começa antes da largada — na base da adrenalina.

    Quando a adrenalina sobe:

    • Ela ativa o sistema nervoso simpático
    • Coloca o corpo em estado de ataque
    • A frequência cardíaca dispara antes mesmo do esforço real começar
    • A percepção de esforço fica momentaneamente mascarada
    • O ritmo parece mais confortável do que realmente é

    Quando o ritmo é o que não parece, é porque a percepção de esforço pode enganar

    👉 Veja esse assunto detalhado no vídeo:
    📺 Carga Interna x Carga Externa                     

    O corredor sente potência, leveza e falsa facilidade nos primeiros metros. O cérebro interpreta a excitação do ambiente como capacidade física aumentada, e isso reduz o freio interno que regula o ritmo planejado.

    E quando a adrenalina estabiliza, o custo fisiológico aparece de muitas formas; as mais perceptíveis são a respiração ofegante e as pernas pesadas — só que o erro já foi cometido lá atrás.

    Para muita gente, essa já é a maior batalha da prova.

    Minha Experiência na Prática

    Agora, como exemplo prático e trazendo para a sua realidade, vou dizer exatamente como eu fazia nas provas, e você vai ver que os pontos que vimos anteriormente vão se unir em torno da sua estratégia de provas.

    Eu competia nos 20 km, muitas vezes em pista oficial de 400m, outras vezes em circuitos de rua, de 2 ou 2,5km

    Meu Dominio da Emoção

    Depois de algum tempo competindo, aprendi sozinho que, se não estivesse tão bem preparado para determinada prova, não fazia sentido algum minha mente impor altas exigências ao corpo.

    Então baixar as expectativas era o que me tranquilizava antes dessas provas, e elas para mim, eram encaradas mais como provas preparatórias ou como um treino de luxo.

    Meu Domínio do Ritmo

    Exceto a primeira prova da temporada, baseado numa sequencia lógica e do meu grau de assimilação dos treinos, eu sempre sabia bastante sobre minha performance momentânea, ou seja, conseguia um prognostico de resultado, ou, uma boa estimativa do que tempo faria na prova.

    👉 Se quiser saber mais sobre sequência lógica de treinos, leia o artigo:
    📝 Como Montar uma Semana de Treinos Equilibrada na Corrida 

    Na Prática (no campo amador)

    Se isso funciona? Vamos para a prática no campo amador. Em 2008, por ocasião da meia maratona de Foz do Iguaçu, fiz mais de 20 prognósticos de resultados dos meus alunos que participaram, baseado em suas preparações.

    Para poucos deles a discrepância entre estimativa e resultado foi maior que 4 minutos, e, quanto maior o nível do corredor, melhor a estimativa, considerando os fatores controláveis.

    Esses prognósticos não foram feitos como um exercício teórico, mas como uma aplicação prática do que vinha sendo construído nos treinos — e, no geral, foram positivos.

    A grande maioria dos atletas conseguiu performar dentro da faixa estimada, respeitando o ritmo planejado e sustentando a estratégia ao longo da prova. Isso não significa precisão absoluta — porque a prova sempre envolve variáveis — mas mostra algo importante:

    👉 processo bem conduzido
    👉 estratégia respeitada

    👉 resultado deixa de ser surpresa
    👉 resultado passa a ser consequência

    Mas vamos voltar à minha estratégia; eu fazia um fracionamento cognitivo do esforço, algo que muitos atletas de alto nível fazem intuitivamente e que serve também para o amador.

    Fracionamento Cognitivo da Prova

    Desse modo, eu nunca competia 20 km, competia quatro provas fortes de 5 km. Cada uma tinha uma missão diferente, e ao final, eu não tinha apenas completado 20 km, eu tinha construído uma prova forte, bloco por bloco de 5 km.

    Aquelas 04 partes eram minhas 04 batalhas de 5k, e ainda que na pista, quando em muitas delas eu contava com um acompanhamento e controle externo a cada volta de 400m e a cada km, ou nos circuitos, onde controlava as passagens de 1 e de 2k, minha mente não perdia o foco em vencer os trechos maiores, que também eram os de maior recompensa.

    Agora veja como tudo se encaixa: quando você sabe sobre sua capacidade momentânea em determinada prova, basta dividir a estimativa para ela, obter o pace (os minutos para cumprir cada km), e seguir nele desde o inicio; não é simples?

    E atualmente, com a tecnologia GPS nos relógios, isso ficou totalmente viável.

    O que Mais Voce Precisa Saber

    Toda prova tem um comportamento previsível; não importa se são 5 km, 10 km, meia maratona ou maratona.

    O corpo passa por fases, a mente passa por fases. E quem entende essas transições corre com vantagem estratégica.

    E agora vou te mostrar as quatro partes invisíveis que toda prova tem — e qual é a missão em cada uma delas.

    Parte 1 – Contenção

    Você está inteiro, a respiração sob controle, as pernas ainda leves… É exatamente aí que mora o perigo.

    O corpo ainda não mostrou o custo da prova, então surge a tentação de partir como se não houvesse amanhã; a missão aqui não é acelerar — é respeitar o plano quando tudo parece fácil demais.

    Parte 2 – Consolidação

    Agora você está totalmente aquecido, o motor encaixou, o ritmo estabilizou. Você ainda está inteiro — mas já trabalhando.

    Entre o fim dessa parte e o início da próxima, normalmente está o trecho mais forte da prova.
    A missão aqui é consolidar eficiência: correr firme, econômico e disciplinado, sem desperdiçar energia emocional.

    Parte 3 – Gestão do Desconforto

    Aqui o corpo começa a cobrar a conta; a respiração fica ofegante, a musculatura pesa. A mente começa a sugerir pequenos acordos: “reduz um pouco… depois você tenta voltar.”

    Essa é a fase mais sensível da prova. A missão é sustentar o ritmo planejado com maturidade, transformando desconforto em permanência.

    Parte 4 – Decisão Emocional

    Agora não é mais sobre condição física; é sobre posicionamento interno. Você já está cansado — e isso é normal.

    A pergunta deixa de ser “estou confortável?” e passa a ser “vou honrar o que planejei?”.
    Aqui ninguém corre com a perna; corre com decisão.

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    Como a Estratégia se Adapta a Cada Distância

    Talvez você esteja se perguntando: “Mas isso vale para qual distância?”
    Vale para todas; dos 5 km à maratona, o corpo muda o tempo de exposição, mas não muda a lógica do comportamento.

    O que se ajusta não é a estratégia, é a duração de cada fase, e é exatamente aqui que mora o domínio técnico: saber adaptar sem distorcer o método e quando você entende isso, nenhuma prova fica “fora do seu perfil”.

    Agora eu vou te mostrar como essas quatro partes se comportam nos 5k, 10k, 21k e 42k.

    Se a prova for 5 km

    Aqui tudo acontece mais rápido, a contenção é curta, mas decisiva. A consolidação já entra forte, porque o ritmo é agressivo desde cedo.

    A gestão do desconforto começa antes da metade e a decisão emocional aparece muito antes do que você imagina. Nos 5 km, maturidade é não confundir intensidade com descontrole.

    Se a prova for 10 km

    Aqui existe espaço para construção. A contenção precisa ser real nos primeiros 2 km e a consolidação ocupa o miolo da prova.

    O desconforto cresce progressivamente, não de forma explosiva, e a decisão emocional aparece nos últimos 2 km. Nos 10 km, vence quem administra bem o meio.

    Se for meia maratona (21 km)

    A contenção precisa ser quase conservadora no início. A consolidação é longa e estratégica.

    A gestão do desconforto começa antes do km 15, mesmo que você não admita, e a decisão emocional domina os últimos 5 km. Na meia, o erro não aparece rápido — ele cobra com juros no final.

    Se for maratona (42 km)

    Aqui o jogo é totalmente mental. A contenção é quase um pacto com a paciência, e a consolidação é extensa e silenciosa.

    A gestão do desconforto não é fase — é processo contínuo e a decisão emocional começa muito antes do km 35. Na maratona, estratégia é sobrevivência inteligente.

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    Estratégia é Disciplina Emocional

    Perceba uma coisa: Em nenhuma dessas quatro partes eu falei sobre estar motivado.
    Eu falei sobre estar consciente.

    Porque estratégia de prova não é sobre empolgação; é sobre comportamento sob pressão.

    A maturidade emocional é o que permite que você:

    • Respeite a contenção quando está inteiro
    • Consolide quando está forte
    • Sustente quando o corpo negocia
    • Decida quando tudo em você quer aliviar

    Sem maturidade, a Parte 1 vira imprudência, a Parte 2 vira euforia, a Parte 3 vira desistência disfarçada, e a Parte 4 nem chega a existir.

    É por isso que eu disse lá no começo: estratégia não é planilha perfeita e cheia de números; estratégia é disciplina emocional aplicada ao seu ritmo real. Quem quebra na prova não erra no físico, erra na leitura de si mesmo.

    E não esqueça que estratégia não é algo que você pode usar só no dia da prova, mas algo que você pode carregar para cada treino.

    Quando você começa a correr com consciência, deixa de ser refém do impulso e passa a competir com clareza.

    E que na sua próxima largada, você não leve apenas preparo físico, leve domínio.

  • Atleta de Elite: A Influência Invisível na Sua Corrida       

    Atleta de Elite: A Influência Invisível na Sua Corrida       

    Se amanhã todos os atletas de elite desaparecessem, você continuaria correndo, seu treino seguiria, suas provas continuariam acontecendo, e seu relógio marcaria o mesmo ritmo.

    Então a pergunta pode ser legítima: para que servem os atletas de elite?
    Essa reflexão conversa diretamente com outra ainda mais essencial: afinal, para que mesmo você treina?.

    Essa dúvida aparece com frequência, e não só entre leigos, mas entre corredores experientes. Se o esporte amador funciona sem eles, por que manter um sistema caro, complexo e restrito a tão poucos?

    Quando essa visão ignora o funcionamento do sistema, ela revela um ponto comum entre a maioria dos corredores: a falta de compreensão do processo — algo que já explorei em como a alienação barra sua evolução.

    👉 Se preferir, em vez de ler o artigo, assista ao vídeo:
    📺 Atleta de Elite: Porque Ele é Importante (Também para o Corredor Amador)

    Antes de Seguir: Entendendo o Ponto de Partida

    O que me chamou a atenção para esse tema foi uma discussão em uma rede social sobre os Jogos Olímpicos no Brasil. A questão levantada era direta:

    👉 Qual a importância dos atletas de elite?
    👉 Para que eles servem, de fato?

    Esse tipo de questionamento aparece com frequência, especialmente quando o esporte é visto apenas como meio — e não como sistema.

    Mas antes de continuar, deixo claro um ponto importante:

    👉 Isso não é uma defesa da especialidade alto rendimento
    👉 Também não é um discurso baseado apenas em experiência pessoal

    A experiência ajuda a enxergar nuances, mas o argumento aqui é outro: é estrutural, e a questão não é se o atleta de elite merece aplauso, a questão é: qual função ele cumpre dentro do esporte como sistema — inclusive para quem nunca vai chegar perto desse nível.

    O Papel Estrutural do Atleta de Elite

    Em países como a Nova Zelândia, isso é entendido com clareza. O atleta que veste o uniforme preto é tido em alto conceito pela sociedade não representa apenas resultado, ele representa:

    • processo
    • identidade
    • responsabilidade

    Existe ali um viés poderoso em todas as camadas para a utilização do desempenho e o entendimento coletivo de que alguém precisa ir ao limite para que o caminho exista, porque é ali que o treino é testado, que os erros aparecem primeiro, que as soluções são forjadas sob pressão real.

    Depois, esse conhecimento desce de nível; é simplificado, adaptado, humanizado, mas a origem continua sendo a mesma: o corredor amador só corre melhor hoje porque alguém, antes, correu até onde dava, e um pouco além, de modo que, ignorar a função do alto rendimento é consumir o produto final sem reconhecer o sistema que o construiu.

    Movimento Cultural x Desconfiança

    O esporte competitivo foi um dos maiores movimentos culturais do século XX. Poucos fenômenos atravessaram fronteiras, regimes políticos, idiomas e classes sociais com a mesma força.

    Atletas, treinadores e pesquisadores tornaram-se vetores desse movimento conectando países.
    Eles promoveram:

    • intercâmbios
    • competições
    • evolução de métodos
    • circulação de conhecimento

    O esporte passou a falar uma língua universal: a do desempenho humano.

    Mas o atleta de elite não existe isolado — nem acima do sistema; ele faz parte de um fluxo cultural que:

    • exporta conhecimento
    • importa técnica
    • transmite comportamento

    Mesmo quem nunca assistiu a uma Olimpíada é de alguma forma, herdeiro desse processo.

    O esporte amador só existe na forma atual porque o alto rendimento pavimentou o caminho, estruturou calendários, criou métodos, estabeleceu parâmetros e forçou o avanço da ciência do treinamento.

    Por que Existe Desconfiança

    Ainda assim, a desconfiança é compreensível, já que, ao longo da história, o esporte de alto rendimento também foi usado como:

    • pão e circo
    • ferramenta política
    • propaganda ideológica
    • negócio pouco transparente
    • demonstrações de supremacia (política, nacional ou sistêmica)

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    Um exemplo clássico de propaganda ideológica foi nos Jogos Olímpicos de Berlim 1936, quando o evento foi amplamente utilizado pelo regime de Adolf Hitler como vitrine de propaganda, reforçando a ideia de supremacia ariana — uma narrativa que acabou confrontada dentro da própria competição por atletas como Jesse Owens.

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    Em outros momentos, o esporte também foi atravessado por contextos políticos complexos. Um exemplo marcante (eu presenciei esse momento – foto 1) ocorreu durante o Campeonato Mundial de Atletismo de 1991, em meio ao processo de dissolução da União Soviética.

    Na prova dos 50 km da marcha atlética, já dentro do estádio e próximo da chegada, Aleksandr Potashov, com a vitória praticamente assegurada, reduziu o ritmo, voltou-se para trás e esperou seu até então compatriota Andrey Perlov, para cruzarem juntos, a linha de chegada.

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    O gesto, mais do que um fair play esportivo, carregava um simbolismo forte: em um momento de fragmentação política, a união entre atletas representava que, naquele ambiente, o vínculo construído no esporte podia transcender a ruptura institucional.

    O desempenho esportivo, em muitos momentos, foi usado como vitrine de poder e afirmação de superioridade entre nações.

    Casos de doping, corrupção e manipulação de resultados mancharam sua imagem e criaram uma pergunta legítima no corredor amador:

    “Se isso tudo é assim, por que deveria importar para mim?”

    A Resposta Realista

    A resposta não está em idealizar o alto rendimento, mas em entendê-lo como sistema imperfeito, cheio de contradições, mas que continua sendo o principal laboratório onde o treinamento é levado ao limite.

    É ali que erros aparecem primeiro, que excessos cobram seu preço e que soluções precisam ser encontradas, e negar essa herança é desconectar o esporte que praticamos hoje do processo histórico que o tornou possível.

    Referência Científica: Onde o Treino é Testado de Verdade

    O alto rendimento é o ambiente onde o treinamento é levado ao limite, não por vaidade, mas por necessidade. Ali, erros custam caro, por isso, métodos de treinamento, estratégias de recuperação, controle de carga, prevenção de lesões e periodização foram desenvolvidos, testados e refinados nesse contexto extremo.

    O corredor amador não precisa treinar como um atleta de elite, mas se beneficia diretamente da ciência que nasceu ali.

    Quando você entende melhor descanso, progressão, intensidade e consistência, é porque alguém antes precisou resolver esses problemas no nível máximo de exigência; o atleta de elite funciona como referência científica viva, mesmo para quem corre três vezes por semana.

    Esses elementos, inclusive, são a base prática de qualquer planejamento — como mostro em como montar uma semana de treinos equilibrada na corrida.

    Tudo o que nasce no alto rendimento não é transferido diretamente para o esporte amador, onde é filtrado, ajustado, simplificado. O treino do atleta de elite não é copiado, e sim traduzido, e o que muda não é a lógica, mas a dose, o contexto e o objetivo.

    Ignorar isso é um dos erros mais comuns — e perigosos — dentro do processo, como explico em por que não queimar etapas nos treinos

    E foi assim que surgiram e evoluíram:

    • métodos de treinamento
    • estratégias de recuperação
    • controle de carga
    • periodização
    • prevenção de lesões

    Muitos dos erros de interpretação nesse processo acabam levando a problemas recorrentes, como mostro em lesões típicas na corrida.

    O corredor amador não precisa treinar como um atleta de elite; ele se beneficia diretamente da ciência que nasceu ali.

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    A diferença é que, no amador, essas ideias precisam ser adaptadas à rotina, à idade, e a outros aspectos e o erro não é se inspirar no alto rendimento, mas ignorar que ele precisa ser reinterpretado.

    Essa adaptação é exatamente o que define a eficácia de modelos modernos de orientação, como explico em o treino a distância: como e quando funciona.

    Por isso, o atleta de elite não serve como modelo de treino, mas como fonte de conhecimento, porque o que ele faz no limite ajuda a entender o que o amador deve fazer dentro do seu próprio limite, e é justamente nessa adaptação — entre o extremo e o possível — que a ciência do treinamento encontra seu sentido mais prático.

    Materiais do Extremo para o Cotidiano

    Tênis, roupas, tecidos, acessórios, tecnologias de impacto, amortecimento e estabilidade não surgiram para o amador, eles surgiram para atender exigências extremas e o atleta de elite é quem testa primeiro.

    Com o tempo, essas soluções são adaptadas, simplificadas e chegam a todos os níveis. O corredor amador corre hoje com muito mais conforto, segurança e eficiência porque o esporte de alto rendimento exigiu essas respostas antes, logo, ignorar isso é desconectar o produto do processo que o criou.

    Ainda que, hoje, o maior volume de consumo esteja entre os amadores — em número, em variedade e em impacto comercial — a origem dessas soluções não está no mercado, mas na exigência extrema. O atleta de elite não consome mais, mas exige mais, e é essa exigência que empurra a inovação que depois se massifica.

    Métodos Vindos do Alto Rendimento

    Quando você entende melhor:

    • descanso
    • progressão
    • intensidade
    • consistência

    É porque alguém precisou resolver esses problemas antes — no nível máximo de exigência. O atleta de elite funciona como uma referência científica viva.

    Atributos de Personalidade: O Legado Invisível

    Talvez o aspecto mais subestimado do atleta de elite não seja físico; é comportamental.

    Nesse ambiente é comum encontrar:

    • resiliência
    • disciplina
    • persistência
    • foco
    • tolerância à frustração
    • capacidade de sustentar processos longos

    O Que o Amador Pode Absorver

    Os atributos de personalidade vistos não são qualidades exclusivas de campeões, mas são amplificadas ali e servem como referência para qualquer pessoa, de modo que o corredor amador não precisa copiar treinos, mas pode — e deveria — aprender com essa mentalidade, já que, em muitos casos, esse legado comportamental vale mais do que qualquer método.

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    O Papel Real do Atleta de Elite

    O atleta de elite não existe para ser imitado; ele existe para empurrar limites, gerar conhecimento e manter vivo o processo de evolução do esporte.

    Ainda que o esporte já não seja mais usado oficialmente como “pão e circo”, e que muitas vezes siga como espetáculo inebriante, capaz de anestesiar tensões e de minimizar mazelas sociais…

    Ainda que sua força como manifestação cultural tenha diminuído frente à internet e a outras formas de entretenimento, e ainda que tenhamos aprendido a dar um passo atrás desmascarando falsos campeões e o brilho de performances fraudadas, nada disso anula a sua função estrutural.

    Reflexão Final: O que Isso Muda para Você

    O atleta de elite continua sendo o ponto onde o esforço é levado ao extremo, onde erros aparecem primeiro, onde excessos cobram seu preço e onde soluções precisam ser encontradas, porque é nesse ambiente que o esporte se testa, se corrige e evolui antes de tudo isso chegar aos demais níveis de menor exigência.

    Você pode correr sem o atleta de elite, mas não corre como corre hoje sem tudo o que ele construiu antes.

    Tratemos então a corrida:

    • não como espetáculo vazio
    • não como promessa fácil

    Mas como:

    👉 processo
    👉 construção
    👉 maturidade esportiva

    Porque no fim; a corrida não precisa ser mais dura — precisa ser mais consciente.

  • Treinar Sozinho na Corrida: 3 Erros Comuns e Como Corrigir

    Treinar Sozinho na Corrida: 3 Erros Comuns e Como Corrigir

    Você sabia que mais da metade dos corredores amadores no Brasil treina por conta própria?

    Para muitos, isso é sinônimo de liberdade, flexibilidade e prazer. Mas, sem uma boa estrutura, essa prática pode levar à estagnação, dores e até lesões.

    Neste artigo, Claudio Bertolino, treinador de corrida há mais de 20 anos, revela os erros mais comuns de quem treina sozinho e como evitá-los para conquistar evolução, saúde e desempenho.

    Treinar sozinho não é o problema — estar desorientado, sim

    Correr sozinho tem valor: o silêncio, a conexão, o tempo para pensar. Mas o perigo está em não ter clareza sobre o que fazer, quando e como.

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    Ao longo de décadas, percebi padrões que se repetem entre corredores que treinam sistematicamente, mas sem orientação. Os três mais frequentes são:

    Erro 1 – Fazer sempre o mesmo treino

    É intuitivo: se o objetivo é correr, basta… correr.
    O problema é que repetir sempre o mesmo tipo de treino — distância, intensidade ou formato — limita a evolução.

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    -Falta de variedade impede o estímulo de diferentes capacidades físicas.
    -O corpo não se adapta da forma ideal.
    -A fadiga se acumula, mesmo que o corredor sinta que está “treinando bem”.

    Quase todos os alunos que já recebi traziam esse padrão. Eles treinavam igual toda semana e, mesmo assim, relatavam fadiga alta e poucos resultados.

    Erro 2 – Correr sempre no ritmo errado

    Alguns treinam sempre forte demais. Outros, sempre fraco demais.
    Ambas as situações desorganizam o estímulo e impedem o corpo de se adaptar.

    -Ritmo excessivamente forte → fadiga alta, risco de lesão.
    -Ritmo sempre baixo → evolução lenta ou inexistente.
    -Alternância aleatória de intensidade → falta de coerência no processo.

    Erro 3 – Treinar de forma aleatória

    Tiros mal programados, treinos longos em momentos errados, falta de lógica na distribuição semanal… tudo isso gera conflitos entre estímulos.

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    O efeito desses erros

    Sem referência, o corredor não entende o que o corpo pede nem o que a preparação precisa.

    O resultado? Frustração, estagnação e, muitas vezes, lesões.
    Já vi corredores passarem anos treinando assim, sem perceber que estavam “andando em círculos”.

    A importância do registro e da organização

    Minha virada pessoal veio quando passei a treinar com um competente treinador, usando planilhas organizadas.

    Também criei um diário de treinos: anotava tudo, dividindo por temporadas e ciclos. Essa ferramenta se tornou essencial para planejamento e ajustes.

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    Essa organização ajudou não só na minha carreira como atleta, mas também como treinador de centenas de corredores amadores e na formação de atletas, como uma campeã brasileira juvenil na marcha atlética.

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    Tecnologia a favor do corredor

    Hoje, uso aplicativo especializado para enviar planilhas personalizadas aos meus alunos. Cada treino é adaptado à rotina, com orientações simples e diretas, e feedback constante, e ainda mantenho todos os registros detalhados desde 2006 evitando fórmulas improvisadas ou genéricas.

    Conclusão – Clareza é liberdade

    Treinar sozinho não precisa significar treinar no escuro.
    Com um bom plano, você economiza tempo, reduz riscos e mantém o prazer pela corrida.

    Se vai se dedicar a algo tão importante quanto sua saúde, faça da melhor maneira possível.


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    💬 E me conte nos comentários: você treina sozinho ou segue uma planilha?

  • Planilha de Corrida Personalizada: Por que Ela Vale Muito Mais do que Parece

    Planilha de Corrida Personalizada: Por que Ela Vale Muito Mais do que Parece

    Algumas coisas parecem simples, mas carregam um valor enorme. Pense em um zíper: pequeno, discreto e quase invisível. Mas quando ele quebra, a peça de roupa inteira perde a função.

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    Com uma planilha de corrida personalizada acontece algo parecido. À primeira vista, pode parecer apenas uma lista de treinos organizada por um treinador. Porém, por trás desse documento existe uma estratégia completa de evolução, construída para respeitar quem você é como corredor.

    Sou Claudio Bertolino, treinador de corrida há mais de 20 anos, e ao longo desse tempo percebi algo muito claro: quando o treinamento respeita a individualidade do atleta, os resultados aparecem com muito mais consistência.

    Neste artigo, você vai entender por que uma planilha personalizada vale muito mais do que parece — e como ela pode transformar sua relação com a corrida.

    O Treino que Respeita Você como Indivíduo

    Cada corredor possui uma história diferente. Seu corpo responde de forma única ao treinamento, e ignorar isso é um dos maiores erros de quem tenta seguir treinos genéricos.

    Uma planilha de corrida personalizada leva em consideração fatores fundamentais como:

    Seu nível atual de condicionamento

    O ponto de partida muda completamente a estratégia de treinamento.

    • Um iniciante precisa de estímulos progressivos e adaptativos.
    • Um corredor experiente precisa de ajustes finos de intensidade e volume.

    Usar o mesmo treino para todos seria como aplicar a mesma carga de musculação para iniciantes e atletas avançados. Simplesmente não faz sentido.

    Seu tempo disponível na semana

    Treinos perfeitos no papel não funcionam se não cabem na sua rotina.
    Uma planilha personalizada considera:

    • seus dias livres
    • horários possíveis
    • compromissos da semana

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    Sua idade e histórico de lesões

    Com o passar dos anos, o corpo exige mais inteligência na dosagem do esforço. Além disso, lesões anteriores também mudam a forma correta de evoluir no treinamento. Uma planilha bem construída considera:

    • limitações articulares
    • histórico de dores
    • necessidade de progressão gradual

    O objetivo é simples: evoluir sem recaídas e sem interrupções desnecessárias.

    O seu objetivo na corrida

    O destino muda completamente o caminho. Seu objetivo pode ser:

    • correr 5 km com mais conforto
    • completar a primeira meia maratona
    • melhorar tempo em provas
    • correr pela saúde e longevidade

    Cada meta exige estratégias diferentes de treinamento, por isso, a planilha personalizada não é apenas sobre correr mais. Ela existe para levar você até o seu objetivo com segurança e eficiência.

    👉 Se você quiser entender melhor como a clareza de objetivo funciona e pode até mudar a forma de treinar, assista ao vídeo abaixo:

    📺 Afinal, Pra Que Mesmo Você Treina? (Clique para assistir)

    Clareza no Caminho: Saber o Que Fazer e Por Que Fazer

    Saber o que treinar já é importante. Mas entender por que cada treino existe é ainda mais poderoso. Em uma planilha bem estruturada, cada sessão tem uma função clara:

    • Rodagem regenerativa → recuperação do corpo
    • Treino de ritmo → desenvolvimento de velocidade sustentável
    • Treino longo → construção da base aeróbica

    Quando o corredor entende esse processo, algo importante acontece: ele passa a treinar com mais foco, motivação e confiança.

    Evitando um erro muito comum: queimar etapas

    Muitos corredores se empolgam e acabam acelerando o processo.
    Exemplos clássicos:

    • o iniciante que quer correr 10 km todos os dias
    • o corredor intermediário que inventa treinos extras

    Sem direção clara, o treinamento vira tentativa e erro, com uma planilha personalizada, é como dirigir à noite com faróis potentes: o caminho fica iluminado e as decisões se tornam mais seguras.

    Um Mapa Simples que Evita Você se Perder

    Um mapa pode parecer apenas um papel cheio de linhas. Mas quando alguém está perdido, ele se torna extremamente valioso; a planilha de corrida funciona da mesma forma.
    Ela mostra:

    • onde você está
    • para onde está indo
    • quais passos precisa seguir

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    Mais do que uma lista de treinos, a planilha oferece direção e segurança ao processo de evolução.

    Eficiência: Menos Esforço Perdido, Mais Resultado

    Poucas coisas desanimam mais na corrida do que treinar muito e não evoluir, e isso acontece quando o treinamento está fora da dose ideal.
    O corpo responde melhor a um equilíbrio entre:

    • estímulo suficiente para gerar adaptação
    • recuperação adequada para consolidar progresso

    Se o estímulo for:

    • pouco demais → não gera evolução
    • excessivo → provoca fadiga, estagnação ou lesão

    Uma planilha personalizada encontra esse ponto ideal.
    Ela leva em conta:

    • o que você já construiu
    • o que ainda precisa desenvolver
    • o quanto consegue sustentar de forma consistente

    Treinar com inteligência significa extrair o máximo de resultado com o tempo que você tem disponível.

    O Valor Invisível por Trás da Planilha

    Existe uma história famosa sobre uma máquina que parou de funcionar.

    Depois de várias tentativas frustradas de conserto, chamaram um técnico experiente, ele apertou apenas um parafuso, resolveu o problema e cobrou 500 reais.
    Quando perguntaram o motivo do valor, respondeu:

    • 1 real pelo parafuso
    • 499 reais por saber qual parafuso apertar

    Com a planilha personalizada acontece algo parecido. O valor não está apenas no papel com treinos escritos; está no conhecimento que permite criar um plano sob medida para você.

    Valores Intangíveis: O Que Não Aparece no Papel

    Alguns benefícios da planilha personalizada não são visíveis, mas fazem enorme diferença no progresso.

    Segurança

    Treinar com segurança não significa treinar leve.
    Significa treinar de forma:

    • progressiva
    • planejada
    • compatível com o que seu corpo suporta

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    Consistência

    A evolução na corrida depende muito mais da constância do que de treinos isolados.

    Uma planilha personalizada ajuda a manter o ritmo mesmo quando a rotina muda, porque ela pode ser ajustada conforme sua realidade.

    Quando você entende o processo e percebe evolução real, o treinamento se torna muito mais motivador.

    Saber que alguém pensou a estratégia do seu treino traz tranquilidade e reduz o peso das decisões. Na prática, você só precisa fazer uma coisa: correr.

    Valores Concretos: O Investimento na Planilha

    Uma planilha personalizada costuma custar uma pequena fração do salário mínimo no Brasil — geralmente entre 7% e 20%, dependendo da experiência do treinador.

    Mais importante do que o preço é entender o custo de não ter orientação adequada. Treinos mal planejados podem gerar:

    • lesões que afastam da corrida por meses
    • gastos com fisioterapia
    • frustração por falta de evolução
    • tempo perdido com treinos ineficazes

    Quando esses fatores entram na conta, fica claro que a planilha personalizada não é um gasto, mas um investimento.

    Se você já teve a sensação de treinar muito e não sair do lugar, talvez o problema não seja falta de esforço, pode ser apenas falta de direção.
    A planilha personalizada alinha três elementos fundamentais:

    • esforço
    • estratégia
    • resultado

    No final das contas, ela é muito mais do que um papel com treinos escritos.
    É uma ferramenta estratégica de evolução, criada para respeitar sua vida, seu corpo e seus objetivos na corrida. 🏃‍♂️

  • Meia Maratona de Valencia 2023: Recordes e Nível Mundial

    Meia Maratona de Valencia 2023: Recordes e Nível Mundial

    Valencia hoje esteve em festa.

    Foi realizada a 32ª edição (desde 1988) da tradicional Meia Maratona Valencia Trinidad Alfonso, prova categorizada como Gold Label Road Race — selo concedido pela Federação Internacional de Atletismo às corridas que cumprem uma série rigorosa de exigências técnicas e organizacionais para provas em estrada.

    Não se trata apenas de uma corrida popular. Trata-se de um evento consolidado no calendário mundial.

    Recorde de Participação e Marcas Históricas

    A edição deste ano registrou recorde absoluto de concluintes, com mais de 19.400 corredores cruzando a linha de chegada, e por falar em chegada, essa foi emocionante,  os 03 primeiros colocados chegando com menos de um segundo de diferença.

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    Além da expressiva participação internacional, a prova também foi palco de dois novos recordes nacionais espanhóis na distância:

    • Carlos Mayo – 59:39
    • Laura Luengo – 1:09:41

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    Números que confirmam o alto nível técnico da competição.

    Uma das Provas Mais Rápidas do Mundo

    Mais uma vez ficou evidente o domínio dos corredores africanos, tanto no masculino quanto no feminino.

    Se existe uma prova onde se pode correr rápido, estamos falando dela

    A Meia de Valencia já possuía 5 das 10 melhores marcas da história na distância. Com os resultados desta edição, passou a somar 9 entre as 10 melhores marcas mundiais já registradas.

    Foi a Meia Maratona mais rápida do ano; a quarta mais rápida da história.

    Resultados da Elite Masculina

    1. Kibiwo Kandie – 57:40
    2. Yomif Kejelcha – 57:41
    3. Hagos Gebrhiwet – 57:41

    Resultados da Elite Feminina

    1. Margaret Chelimo – 1:04:46
    2. Irine Cheptai – 1:04:53
    3. Janet Chepngetich – 1:05:15

    Organização, Estrutura e Cenário

    Categorizada e consolidada entre as principais meias maratonas do mundo sob o ponto de vista técnico, a prova reúne atributos que ajudam a explicar seu desempenho histórico:

    • Percurso reconhecidamente rápido
    • Estrutura organizacional de padrão internacional
    • Condições tradicionalmente favoráveis
    • E a beleza singular da cidade de Valencia

    Não por acaso, corredores de 107 países estiveram presentes nas ruas da cidade.
    Quando organização, percurso e elite se alinham, o resultado aparece no cronômetro.

    Clube da Corrida em Valencia

    • Judite
    • Lígia
    • Regina

    A experiência foi resumida por elas em uma única palavra:
    S E N S A C I O N A L!… Parabéns Clube!

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    🔗 Informações oficiais da prova:
    https://www.valenciaciudaddelrunning.com/medio/medio-maraton/